Imagine que você está caminhando por uma estrada e que você tem um mapa. Tudo é muito seguro e calmo, tem luz e você consegue ver bem por onde está passando. Então, começa a escurecer, você percebe que seu mapa não cobre todo o local e chove (e, como sempre, esse foi um daqueles dias em que você tirou o guarda-chuva da bolsa por qualquer motivo aleatório). Como a vida tem dessas coisas, você se depara com uma bifurcação. E só um caminho te leva ao seu destino original. Você não tem mapa, não tem internet e está a pé sozinho no escuro. O que você faz?
Opções que a vida te dá:
1 - Você volta o caminho e começa tudo de novo mais preparado desta vez?
2 - Você senta e chora?
3 - Você continua andando e tenta acertar o caminho sozinho?
Ja sabemos que a vida não nos dá as 2 primeiras opções. Aliás, a primeira seria bem útil. Então, a opção é arriscar e tentar uma das ruas. Claro, na vida real, isso poderia dar muita merda. Mas, estamos falando metaforicamente. Logo, crianças, não façam isso em casa. Enfim, você entra em uma das ruas torcendo para ser a que você desejava, mas não era e você acaba chegando em um lugar que você nunca imaginou passar. Você tropeça, não conhece bem o caminho, não sabe nem quem são as pessoas que estão lá e é tudo muito estranho. A vida te levou para onde ela quis e agora você que se vire para se encaixar. Então, você pode se revoltar (é sempre uma opção. A pior delas, mas é) ou tentar entender aquilo que lhe foi dado. E você caminha calmamente, começa a conhecer as pessoas e a se ambientar e faz um esforço para se adaptar àquela vida que é uma surpresa para você. Então, você conhece pessoas completamente diferentes de você e aprende com elas coisas que você nem imaginava. Então, você aprende a caminhar sozinho sem se machucar. Aprende até a aprender mais. E, de repente, você percebe que ja aprendeu tanto que a vida que almejava no início já não é bem o que você quer. Então, você faz outro plano, outro mapa e vai pelas estradas novamente seguindo os seus novos, grandiosos e melhores objetivos. Mas, será que você vai chegar lá? Ou o percurso vai te levar muito mais longe? Eu sempre torço pela segunda opção.
Que se perder se torne a melhor forma de nos achar.
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